segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Objetivos


Todos os dias somos questionados, até onde iríamos para realizar nosso sonhos? Até onde vamos para conquistar nossos objetivos? Para os jornalistas é freqüente ouvir : o que faria por uma boa pauta, fonte, furo. Para o foto-jornalista não é diferente.

Enxergar o mundo através da lente pode parecer fácil, mas assim como no jornalismo a fotografia exige paixão e comprometimento. A “magia” que câmera proporciona faz com que se tenha vontade de guardar cada fragmento de uma paisagem, construção, momento. Por vezes as fotos vão além de meras lembranças, elas se tornam símbolos, fazem história. Para que o mundo tivesse conhecimento do que aconteceu nas guerras foi preciso que alguém se arriscasse, essas pessoas armadas somente de câmeras e filmes ultrapassaram limites físicos e emocionais.

Talvez seja muita pretensão dizer que eu também me arriscaria dessa forma para tirar uma fotografia. Minhas aventuras por trás das lentes se resumem a andar em um teleférico em cima do Vulcão Osorno no Chile, embora o clima estivesse congelante foi o medo de altura que quase me impediu. Mas quando se está diante de tamanha beleza, é necessário deixar alguns medos para trás, se segurar com uma mão e com a outra apoiar a câmera.

Depois que a teoria não é mais uma barreira e a prática for dominada, não imagino grandes empecilhos para uma boa fotografia.
É claro que só posso ter certeza disso quando estiver diante da situação, é somente no momento que você sabe até onde é capaz de ir para tirar uma foto.

Tenho certeza de que se as barreiras forem uma longa viajem, uma subida íngreme ou até mesmo grandes alturas, eu estarei mais do que disposta a ultrapassar meus limites. Tendo sempre em mente que "As coisas das quais nos ocupamos, na fotografia, estão em constante desaparecimento, e, uma vez desaparecidas, não dispomos de qualquer recurso capaz de fazê-las retornar. Não podemos revelar e copiar uma lembrança.” (Henri Cartier-Bresson) Um momento de hesitação pode significar que aquela imagem está para sempre perdida, e talvez para um foto-jornalista essa seja uma das piores coisas que possa acontecer.
Jessi M
que sonha em um dia bater grandes fotos


2 comentários:

Lilian Philippi disse...

Depois de ler esse texto teu fico imaginado as gargalhadas do robson ao ler o meu... não cubro guerras nem que a vaca tussa.

Caique Gonçalves disse...

O fotojornalismo é fascinante, é de fato os olhos do leitor diante do fato/acontecimento.

Valeu pela visita e os elogios, belo texto!

Bjo querida