Quando se está solteira (o) por muito tempo você acaba desenvolvendo hábitos (e manias) que aos olhos do outro (a) podem parecer (no mínimo) estranhos. Você deixa de sair no sábado apenas para ficar em casa vendo filmes antigos sem ter que se pentear ou tirar seu pijama, você passa suas tardes de domingo lendo na varanda e escreve textos às 4 da manhã.
Relacionamentos são coisas assustadoras, é preciso se comprometer, doar, ceder, deixar outra pessoa entrar em sua vida e mudar absolutamente tudo de lugar. Depois passar por tantos relacionamentos desastrosos, que só te deixam mais gordinha (o) e com menos paciência para “flertar”, como você consegue voltar ao jogo?
Parece loucura se arriscar novamente e botar nas mãos de outra pessoa o que você demorou tanto tempo para construir e concertar. Será que é justo que agora que as paredes estão pintadas, os quadros pendurados e as cortinas no lugar, alguém entre e te faça perder os sentidos novamente?
Quando falamos de paixão nos referimos apenas aos beijos demorados, as borboletas no estomago, as risadas exageradas e as conversas pelo telefone que duram horas. É como se bloqueássemos o fato de que já fomos magoados e existe uma grande possibilidade de acontecer novamente. É possível se jogar de cabeça em uma relação, mesmo sabendo da possível falta de rede de proteção?
Depois de quatro anos solteira eu finalmente estou pronta para um recomeço, e mesmo que as cicatrizes ainda sejam visíveis elas não doem mais. Essa é a grande magia da vida, você pode recomeçar a hora que quiser, basta estar disposto e aberto para o que as pessoas têm a lhe oferecer.
Jéssica Feller
que acredita muito em seu próximo relacionamento, mesmo sem ter alguém em vista