quinta-feira, 30 de abril de 2009

Relações velhas X novas

Quando cometemos um erro juramos a nós mesmos e aos outros que nunca mais o repetiremos. É uma dívida com nosso bem estar: não se deixar enganar duas vezes, conseguir detectar uma má situação, etc, etc ,etc.

Por muito tempo eu achei que havia conseguido manter minhas promessas, principalmente quando se trata de homens e seus artifícios, seus jogos, suas meias palavras. Recentemente uma amiga me disse que os homens devem ser julgados por suas ações e não suas palavras, segundo ela as mulheres por natureza falam tudo o que sentem. Os homens não.

Meu grande medo com o passar dos anos e dos diversos relacionamentos fracassados, foi me tornar cética. E devo admitir passei muito perto, ao ponto de quase não enxergar algo verdadeiramente bom. Mas o fato é que agora, nesse exato momento não consigo distinguir se estou ou não de volta aos velhos erros.

Quando se trata de relacionamentos devemos escutar nosso coração ou razão? Será que todas as situações pela qual passamos são sempre as mesmas, apenas mascaradas de outra forma? E se forem... elas sempre terminam da mesma forma?

Jéssica M. Feller
que não consegue parar de se torturar

domingo, 26 de abril de 2009

Ela passa...

A vida passa arrebatadora e nem sempre justa, mas ela passa. Algumas pessoas escolhem fazer parte de nossa história e permitem estarmos presentes nas suas, já outras preferem nos excluir. Não faz mal, a vida passa mesmo assim.
Compartilho de sorrisos e lágrimas daqueles que não são próximos a mim e por vezes vejo os que amo se distanciando cada dia mais. Talvez faça parte do processo de viver ou quem sabe seja apenas resultado de algumas escolhas mal pensadas.
Sussurro palavras ao vento e espero que a pessoa certa às escute, muitas vezes quem responde não é exatamente quem esperava, mas este é o curso da vida e muitas vezes somos deixados para trás. É um caminho lento, esse de viver, mas não importa o que aconteça a vida passa.
E com tudo isso esperava ao menos algumas lágrimas, mas parece que meu corpo não cede a expressões de dor, minha alma já está conformada ...
Agora só falta dizer adeus!

domingo, 26 de outubro de 2008

O difícil não é ser você. Difícil é ser normal.

Você com seus desejos, sabe de suas habilidades e limites, mas acredita em você. E então eles lhe dizem:
-“Você não vai conseguir.” Dói, mas não é o suficiente.
Aos poucos você conquista, uma ou outra pequena parte do caminho, mas ainda não é o suficiente para eles e novamente te dizem:
- “Vocês não vai conseguir.” Dói, mas não é o suficiente.
Passa o tempo e você se encontra em uma encruzilhada, olha para trás e sente-se orgulhoso do que já conquistou. E ao ver isso, eles dizem:
- “Não é o suficiente.” Dói, e você começa a achar que não vai conseguir.
Preso nesse espiral, você finalmente se entrega, levanta os braço e grita:
- Eu sou fraco,meus limites superam minhas habilidades. Eu não vou conseguir.
E como se não fosse o suficiente eles te olham, de cima para baixo e dizem:
“Eu avisei”.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Não estou só

Sempre me senti uma estranha no ninho, como se não pertencesse a nenhum lugar. Havia algo em mim que me fazia ser diferente dos outros. Quis a vida que eu descobrisse aos 16 anos, que na verdade eu não era estranha, eu era jornalista. Nunca vou me esquecer desse dia, ouvindo a conversa de dois jornalistas sobre filmes em PB, fotografias, política. Pensei comigo: “Esse é o tipo de conversa que quero ter, quero estar rodeadas por pessoas assim.”

Hoje no 7º período da faculdade, já pensando em meu TCC, tentando arrumar um estágio e quase ficando louca com o livro de 30 páginas que tenho que escrever para redação, eu vejo que enfim encontrei meu lugar. Está certo que há tempos perdi as ilusões sobre um jornalismo que modifica a sociedade, a imagem do jornalista como um intelectual-boêmio-contemporâneo, o sonho de ficar rica fazendo jornalismo. Mas ainda sim, eu sei que não seria completa fazendo outra coisa e o simples fato de não ser mais “a” estranha no ninho já me dá uma certa paz. Estranha sim, mas não estou sozinha nessa.

Jéssica Feller
que queria ter feito parte do Pasquim

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O retorno

Sei que não há desculpas para uma blogueira abandonar seu veículo, mas é fácil perder a concentração em meio a tantos acontecimentos. Talvez eu estivesse esperando tudo se acertar, e com a mente no lugar escrever o post de volta. A verdade é que as coisas não estão no lugar, tudo está acontecendo ao mesmo tempo e minha mente não consegue se fixar em apenas uma coisa.

Mas no fundo esse sempre foi o objetivo desse blog, botar para fora as frustrações e “pensar alto” sobre tudo o que acontece. Então aqui estou, tentando me redimir com meu velho companheiro de madrugadas, que me ajudou a “liberar” tudo o que me sufocava, despertava interesse ou apenas fazia rir.

Esse é um novo capítulo da minha vida. Sejam todos bem vindos.